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Certificação compensa?

de Luiz Henrique Quemel | Terça, 24 de Junho de 2008

Atualizado em 24 de junho de 2008 às 13h31
Publicado em 5 de janeiro de 2007 às 0h

Esta é a principal dúvida levantada pela empresa de pesquisa Foote Partners após pesquisa realizada em 2006 no mercado de TI nos EUA. Segundo as conclusões do estudo, as empresas dão preferência para contratar profissionais de TI orientados a resultados como por exemplo reduzir custos operacionais e aumentar a lucratividade com o parque informático. Bons técnicos mas com certificados teóricos está em baixa. O escovador de bytes certificado (apenas com conhecimento de produto) está com os dias contados.

Segundo o relatório os salários pagos a profissionais de TI apenas com certificação vêm caindo nos últimos meses no mercado americano. Um grupo de 129 certificações registrou queda em torno de 1,2%, na comparação como período de um ano atrás. Já o salário dos profissionais sem especialização formal em tecnologias específicas, mas com conhecimento de business subiu 7% nos últimos 12 meses. [mais]

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19 comentários para “ Certificação compensa? ”

  1. Henrique Piccolo Says:
    Segunda, 8 de Janeiro de 2007 at 23:07

    Quemel eu fiquei com algumas duvidas desse ultimo artigo se você puder gostiria de uma ajuda.
    Então um profissional que quer entrar no mercado o ideal é cursar algo na área de administração e deixar a parte técnica em segundo plano?
    Se a certificação não compensa o que fazer para entrar no merca sem ter de ir diratamente a uma faculdade?
    E o que seria esse técnico escovador de bytes?

    Obrigado Quemel

    Henrique Piccolo

  2. Luiz Henrique Quemel Says:
    Segunda, 8 de Janeiro de 2007 at 23:22

    Caro Henrique,

    o post acima não se trata de um artigo meu (se você clicou no [mais] perceberá que é parte de uma pesquisa.

    Acredito que você não tenha lida toda a pesquisa, pois ela é esclarecedora. A pesquisa não conclui que as certificações não compensam, mas leva a várias reflexões.

    Uma certificação é mau negócio quando:

    1) o profissional não possui experiência

    2) não está a pelo menos 2 anos inserido no mercado de trabalho.

    Há outras formas de se entrar no mercado de trabalho sem necessariamente ter que frequentar uma faculdade.

    Alias, a maioria dos jovens entre 17 e 24 anos não sabe exatamente o porquê de estar fazendo um curso superior. (Veja no blog O preço da Escolha].

    Seria o profissional de TI que apenas conhece um produto (ex: Windows 2003 Server), mas não compreende uma tecnologia ou um protocolo de rede, por exemplo TCP/IP.

    Sabe apenas dar Next, Next e Next. Se mudar para outro sistema operacional ele não sabe mais configurar uma rede.

  3. Rodrigo PS Says:
    Terça, 9 de Janeiro de 2007 at 08:49

    Caro Quemel,

    Lendo o artigo e os comentarios, estou com a seguinte dúvida, meu cunhado tem 18 anos, fez segundo grau normal (Não técnico), ele está querendo trabalhar na área de informática, indiquei a ele uns cursos na área (Montagem e manutenção de micros, curso de redes) estes dois no Senai-RJ e em seguida indiquei a ele o curso para pegar a certificação MCP Windows XP que é sugerida para suporte a cliente…

    Infelizmente ele ainda não tem experiencia nenhuma, nem trabalhou em nenhuma empresa… apenas está fazendo cursos para se aperfeiçoar…

    Minha dúvida é o seguinte: Fiz certo ao indicar esses cursos a ele???

    O que você poderia me indicar para ajuda-lô???

    Grato e obrigado pelas ótimas informações que você divulga…

  4. Daniel Says:
    Terça, 9 de Janeiro de 2007 at 08:51

    Concordo plenamente que:
    Uma certificação é mau negócio quando:

    1) o profissional não possui experiência

    2) não está a pelo menos 2 anos inserido no mercado de trabalho.

    No entanto, quando você já está inserido no mercado a Certificação “cai igual uma luva”, com a mesma o profissional só tem a crescer em uma empresa.

  5. Luiz Henrique Quemel Says:
    Terça, 9 de Janeiro de 2007 at 12:37

    Caro Daniel,

    a certificação funcionaria como uma “pós-graduação”, isto é, ela seria o próximo passo após a graduação de TI. Se numa graduação você tem apenas conhecimentos propedêuticos para construir conhecimentos genéricos, é na certificação que o profissional completa um ciclo de sua trajetória profissional. Conheço “proficionais-certificados-teóricos” que sabem apenas teclar “Próximo”, “Próximo” e “Próximo”. Se o sistema operacional estiver na língua inglesa, então lascou. Imagina um “profiçional” que só sabe instalar Windows 2000 Server em português. Se for um server em inglês e 2003, lascou. Imagina um outro que se o Roteador não for Cisco, não sabe como fazer upgrade do QoS. Lascou também.

    Quando cursei a formação MCSA fiz dos meus instrutores uma espécie de consultores de problemas reais que enfrentava nas empresas aonde prestava consultoria. Você acha que eu paguei caro por cada curso (cerca de R$ 1.5 mil) para aprender Recovery Disaster em Exchange 2000 apenas com uma animação fajuta em Flash?

    Instrutor bom é aquele que além de dar as aulas teóricas vive o cotidiano do produto, presta consultoria e pode com certeza responder as dúvidas dos participantes ao invés de ficar contando piadas sem graça em sala de aula (previstas no MOC)

    Quando aparecia um instrutor-teórico, eu obrigava a empresa a substitui-lo, sem dó nem piedade. Meu dinheiro é muito suado para gastar com a “Industria da Certificação”.

  6. Pedro Henrique Paschuetto Says:
    Quarta, 10 de Janeiro de 2007 at 14:39

    Grande mestre, Quemel!

    Novamente lhe concedo os parabéns a mais um texto objetivo e “abridor-de-visões”.

    Por coincidência(?) estou seguindo este caminho.
    Concluí o curso superior Gerenciamento de Redes na UNIP-Anchieta ano passado e, neste exato momento, estou em sala de aula cursando o 2275.

    Rumo ao MCSE! o/

    19 anos, “curso superior” concluído, trabalhando na área, inglês básico (já providenciando um corpo-docente para o ensinamento da língua, hehe!) e dando continuidade a aquisição de conhecimentos técnicos.

    Acho que estou no caminho certo, se bem que adoro Psicologia!

    O negócio é estar sempre na ativa e atualizado.

    E meu xará? Como anda??

    Um grande abraço, meu grande amigo!

    Pedro Henrique - Coyote®

  7. Luiz Henrique Quemel Says:
    Quarta, 10 de Janeiro de 2007 at 17:54

    Caro “Filho-Xará” Paschuetto,

    sempre considerei vc como uma das grande “promessas” que ao seu tempo iria amadurecer e fornecer o ROI no tempo certo.

    O planejamento de uma carreira profissional não é obra do acaso ou coincidência, mas principalmente pela visão de futuro.

    Quantos anos faz essa amizade? Acho que desde que vc ainda usava bike com duas rodinhas laterais? (he! he!).

    A distância entre o que você tem no presente e aquilo que deseja no futuro não é grande. Não é nem antagônico ou excludente.

    Quem sabe após tirar a MSCE não seria a hora de você pensar naquilo que gosta?

    Quantos excelentes profissionais de TI que você conhece são formados em Psicologia?

    Um profissional de TI (como você) pode dar conta de gerenciar uma rede de computadores, mas e as redes de relacionamentos ocultas numa empresa? Jung, Freud, Adler, Maslow poderiam te tornar um super-profissional.

    Quando as pessoas me perguntavam o porquê de um administrador de redes estar cursando Serviço Social na UnB e não entendiam a relação, dizia apenas que estava pavimentando minha estrada para ser um profissional de segurança da Informação.

    Quais são os mecanismos da Engenharia Social? Como se antecipar às ações dos bandidos cibernéticos? Como criar redes de cooptação para que os jovens feras em informática não caiam nas garras do crime organizado?

    Pense nisso!

    bração,

    Quemel

  8. miguel Says:
    Sexta, 19 de Janeiro de 2007 at 17:02

    Ola Quemel, com esse post fiquei em duvida se devo ou nao fazer certificação MCSE.

    Recentemente terminei o curso de ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO, e pretendo me certificar tanto com a MICROSOFT qto na CISCO. Então, será que no meu caso compensa?? Tive uma carga bastante pesada em teoria na area de tecnologia da informação e queria agora definir se compensa ou nao a certificação. Desde ja agradeço sua atenção!!

    att,

    Miguel R. S. Júnior

    ps: vc por acaso sabe de alguma empresa idonea e capacitada para eu poder me preparar para os exames de certificação??

  9. Luiz Henrique Quemel Says:
    Sábado, 20 de Janeiro de 2007 at 15:32

    Caro Miguel,

    valerá a pena se você souber a hora certa. Não adianta você ter duas certificações, mas nenhuma empresa para te empregar. O RH finalmente acordou para o prejuizo de ter contratado “certificados-teóricos”. Consiga pelo menos 24 meses de experiência real em redes e depois avalie se realmente vc precisará delas.

  10. Bruno_bahia Says:
    Sexta, 2 de Fevereiro de 2007 at 10:12

    Ola Quemel tudo bem? EU estou com varias duvidas porem só vou explanar um, eu sou téc em telecomunicações formado o ano passado aqui em são paulo, estou trabalhando prestando serviço para a telefonica como analizador de linha é na area de telecom mais não de redes, a qual eu pretendo atuar de verdade estou tentando entra na area de rede e fazer uma possivel graduação, estou tirando a certificação ccna estou no modulo III neste meu caso seja sincero vale a pena? isso me ajudaria em alguma coisa no sentido de conseguir entra na area?

  11. Luiz Henrique Quemel Says:
    Sexta, 2 de Fevereiro de 2007 at 11:32

    Caro Bruno,

    como dizia Fernando Pessoa, “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

    Claro que vale, rapaz! A maioria que tenta uma certificação CCNA, não passa do módulo II. Vc está na beira do IV.

    O mais importante é que vc não deixe esse conhecimento escorregar pelas suas mãos, isto é, enquanto não entra de fato na área de redes, busque uma forma de continuar aprefeiçoando o conhecimento de redes.

    Você tem uma formação em telecomunicações, o que é um diferencial apenas para quem tem redes.

    Minha sugestão é que enquanto vc não cair nas malhas da REDE, se ofereça para trabalhar numa ONG que precise de seus conhecimentos. Será a melhor forma de ir “esquentando os tamborins, digos IPs”…he! he!

  12. Carlos Augusto Says:
    Segunda, 12 de Março de 2007 at 21:26

    Olá Quemel, estive lendo o que voce escreve por aí. Me interessei mto sobre alguns concursos que voce comentou. Hoje tenho somente um curso técnico em rede de dados. Agora tenho em mente ter certificações Linux. Lendo aqui no blog ja não tenho mais certeza se realmente isso é legal hoje! Gosto muito de ler e to lendo muita coisa. Está aparecendo algumas oportunidades que não é legal. Preciso ter certeza do que é hora de fazer…hj tenho 21 - certificação x tecnologo em rede de dados

  13. Luiz Henrique Quemel Says:
    Terça, 13 de Março de 2007 at 00:12

    Caro Carlos Augusto, a Foote Partners é uma das poucas, senão a única que critica de forma séria as certificações. Uma certificação é como um curso de aperfeiçoamento e não um curso de formação. Você precisa ter um conhecimento prévio de determinado assunto antes de se aprofundar nele. Conheço profissionais certificados que são meros apertadores de botão Nex…Next…Next

    Não adianta você querer ser especialista em alguma coisa sem antes ter o conhecimento propedêutico. Não adianta colocar o carro na frente dos bois: ele não irá andar.

    O nível está tão baixo hoje que os instrutores desses cursos já até decoraram as apostilas. Faça de tal forma que quando se decidir pela certificação eles se transformem em consultores de problemas reais.

    Certa vez quase processei um curso destes porque o instrutor queria que eu aprendesse a executar uma operação de recuperação de desastres no Exchange (base de dados.mdb) com um simulador.

    A escola teve que montar um servidor Exchange para mostrar de fato o que realmente iria acontecer. Resultado: tudo que o instrutor falou no curso falhou no ambiente real e tive todo o meu dinheiro de volta: R$ 1.5 mil.

    Cuidado para não cair na mão dos picaretas da industria da certificação.

    No Linux não será diferente. Ande um pouco mais na estrada para que o seus trabalhos falem mais alto do que seus títulos.

    Começe a compor um Portfólio de realizações, caso seu currículo seja fraco, mas aprenda a catalogar seus feitos e principalmente habilidades.

    Não há sentido em discutir mais se uma certificação é importante, o mais urgente é saber QUANDO fazê-la.

  14. Carlos Augusto Says:
    Quarta, 14 de Março de 2007 at 15:55

    Entendi. Obrigado e até… :-)

  15. Anderson Marcel Says:
    Quinta, 28 de Fevereiro de 2008 at 17:36

    Oi Quemel,

    Trabalho com programação a 3 anos (1 com PHP e 2 com Oracle) Fiz curso técnico de 2 anos de desenvolvimento de software e to no sexto periodo da faculdade de SI. Mas de uns meses pra cá não aguento mais trabalhar com essa tecnologia e estou estudando .NET em casa nas horas vagas, já aprendi muita coisa porem acho que o máximo que vou conseguir é um estágio, você acha que vale a pena tirar a certificação e procurar um emprego na área após isso ou largar tudo e virar estágiario novamente?

  16. tognato Says:
    Sábado, 15 de Março de 2008 at 19:18

    Acho que tanto a graduação quanto a certificação são importantes em diferentes momentos da vida profissional de uma pessoa.

    Deixo uma pergunta aqui para vocês:

    Por que as principais empresas de informática do mercado mundial não fazem mais parcerias com os institutos de ensino superior para a certificação e formação desses profissionais e com custos mais modestos?

  17. Luiz Henrique Quemel Says:
    Sábado, 15 de Março de 2008 at 19:45

    Caro Tognato,

    é porque os fabricantes exigem que seus produtos sejam exclusivos nessas instituições.

    Um enigma para você:

    Descubra quem montou o laboratório do curso de engenhaia de redes da UnB e a que custo de contra-partida.

  18. Felipe Balduino Says:
    Terça, 24 de Junho de 2008 at 13:31

    Quemel, eu faço Redes na UnB.

    Os computadores lá são todos Dell
    Mas qual foi o custo disso??

    [vou procurar saber mais sobre isso por lá]

  19. Luiz Henrique Goulart Says:
    Terça, 24 de Junho de 2008 at 16:52

    Entendo bem o que o amigo “xará” esta dizendo sobre certificações.
    Cursei eletrotécnica no centro Paula Souza e não atuava na área quando estava cursando. Enquanto que meus amigos que trabalhavam na CPFL (empresa de energia de São Paulo) tiravam dúvidas de situações reais os outros que não trabalhavam na área, como eu, ficavam ‘boiando’ nas aulas.
    Quando terminei o curso técnico tive que desistir de meu emprego com sálario fixo por um estágio na área de eletrotécnica. Foi bom pra minha experiência, mas não pro meu bolso.
    Parei os estudos, e agora aos trinta anos sei exatamente o que quero e por que quero. Só vou entrar num curso de certificação que me de a oportunidade real de aprendizado e não apenas pra dizer que sou “formado”.
    Abraço

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